segunda-feira , 24 julho 2017

Em apenas três meses, Espírito Santo registra mais de 40 corpos sem identificação

corpo-2Apenas nos três primeiros meses deste ano, 41 corpos de pessoas que morreram no Espírito Santo ficaram sem identificação. A informação foi confirmada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesp).

Quase toda semana, a TV Vitória e o Folha Vitória recebem informações de corpos encontrados em diversas regiões do Estado, principalmente na Grande Vitória. Nos primeiros 15 dias do mês de abril, a produção dos telejornais e do jornal online recebeu a informação de pelo menos cinco corpos encontrados sem identificação.

No dia 01 de abril, um corpo foi encontrado na Praia de Carapebus, próximo ao Clube dos Oficiais de Minas Gerais, na Serra. No dia 4, o corpo de um homem foi localizado em um lixão na Rodovia Audifax Barcelos, na Serra. No mesmo dia, outro foi encontrado só de cueca dentro de uma represa, em adiantado estado de decomposição, no bairro Bandeirantes, em Cariacica.

Já no dia 5, outro corpo foi encontrado no bairro Vila Nova de Colares, também na Serra. E no dia 14, o registro foi realizado em uma lagoa, no bairro Planalto, em Linhares.

De acordo com o superintendente de Polícia Técnico Científica, Danilo Bahiense, todos os corpos, com ou sem documentos, são encaminhados para o Departamento Médico Legar (DML) ou para o Serviço Médico Legal (SML).

“Os corpos vão sem identificação, e só saem de lá quando são identificados pela família. Quando ninguém identifica, eles são enterrados como indigentes. Antes de enterrar, nós coletamos material biológico para exames de DNA, colhemos as digitais e fotografamos o corpo, as roupas e as tatuagens, ou marcas que a pessoa tiver. Só depois disso o corpo é enterrado”, explicou.

Bahiense informou ainda que a família tem 30 dias para reconhecer o corpo, pois é durante esse tempo que ele fica no DML, ou SML, mas esse tempo pode se estender. “Eles ficam aguardando cerca de 30 dias por identificação, e depois disso são enterrados. Mas como temos muita dificuldade em achar vaga em cemitério, às vezes o corpo pode esperar 60 dias ou mais”, disse.

Segundo o superintendente, esses corpos são de pessoas que morreram por homicídio, acidentes de trânsito e, até mesmo, de alguma doença. Às vezes a pessoa fica internada em um hospital, mas não tem nenhum parente, então acaba ficando sem identificação.

“Nós também fazemos um trabalho junto com a Delegacia de Pessoas Desaparecidas. Com isso, quando uma pessoa registra uma ocorrência procurando uma pessoa com as características de algum corpo que está lá, nós chamamos essa pessoa para o reconhecimento”, destacou.

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