sábado , 22 julho 2017

Incêndio destrói loja de confecções no centro de Nova Viçosa

labad-600x330A ocorrência de um incêndio contra uma loja de sapatos e roupas no centro da cidade de Nova Viçosa, mais precisamente na Avenida Oceânica, adjacente à Praça da Baleia, destruiu todo o estabelecimento comercial no início da madrugada deste último domingo (07/06).

O fato atípico deixou as autoridades mais uma vez preocupadas com mais uma ocorrência desta natureza num intervalo de 60 dias na cidade. O fogo foi tão intenso que além de destruir todo o estoque da loja, destruiu também a parte física do prédio com o desabamento da cobertura e das paredes e, por sorte não comprometeu as estruturas dos prédios vizinhos, graças à intervenção de voluntários e bombeiros civis.

O estabelecimento ficou totalmente destruído, mas ninguém ficou ferido. Um jovem chegou a ser detido nesta segunda-feira (08), acusado pela autoria do incêndio que teria cometido por ciúmes de uma moça que era funcionária da loja, no entanto, a Polícia Civil o liberou primeiramente por três questões prudenciais: 1ª – Não houve inicialmente a comprovação da denúncia; 2ª – o jovem se encontrava muito machucado em razão de uma briga que se envolveu na noite anterior e precisava de atendimento médico; 3ª – porque não houve representação do proprietário do estabelecimento comercial que não registrou boletim de ocorrência sobre o prejuízo sofrido.

Mas mesmo alheia à vontade do proprietário ou talvez não, o delegado Samuel Martins Neto, titular da Polícia Civil de Nova Viçosa, instaurou inquérito policial na manhã desta terça-feira (09/06) e iniciou as investigações em torno da ocorrência objetivando conhecer a motivação e os autores do sinistro. E também requisitou uma equipe de peritos do Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas para que possa avaliar e promover a perícia criminalística no local objetivando conhecer por meio de laudo técnico os reais danos produzidos no cenário do delito. 1º Incêndio: Bem recentemente a população de Nova Viçosa vivenciou uma outra situação igual, quando um comerciante da cidade foi acusado e indiciado pela Polícia Judiciária de ter incendiado o barco de luxo de um empresário e ter colocado em risco a vida da população portuária da cidade. Cujo fato causou uma grande repercussão no Estado da Bahia e ganhou as manchetes dos principais veículos de comunicação do país.

Na quinta-feira do último dia 30 de abril, o delegado Samuel Martins Neto, titular da Polícia Civil no município de Nova Viçosa, concluiu e remeteu à justiça o Inquérito Policial nº 035/2015 que apurou a ocorrência policial de nº 00272-2015, em torno do incêndio criminoso que ocorreu por volta das 21h30 de terça-feira do dia 31 de março de 2015. A destruição da embarcação aconteceu quando o Iate, denominado “Barco Joana”, avaliado em R$ 400 mil se encontrava ancorado no Porto do rio Peruípe, da Avenida Petrobrás, em Nova Viçosa.

A Polícia Civil apurou que a destruição contra o Barco Joana, de número de Inscrição 29300575-4, de 12,60 metros de cumprimento, espécie lancha Cabinada, cor branca, categoria particular, avaliado em R$ 400.000,00, registrado em nome da empresa Cerâmica Itabatan Ltda., foi um incêndio delituoso. O laudo pericial considerou o incêndio como de caráter criminoso por ter sido possível coletar no que sobrou da embarcação, resquícios de carvão e óleo diesel.

A Polícia Civil indiciou o comerciante Nilo Junior da Rocha, o “Barrão”, 40 anos, nos termos do Artigo 250, § I, Inciso II “C”, do Código Penal Brasileiro, por crime de incêndio e exposição ao risco à vida da população portuária (Causar incêndio, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem “embarcação”). A legislação penal prevê pena de 3 a 6 anos de reclusão ou multa para esta espécie de crime, além da qualificadora, pelo alvo ter sido uma embarcação e colocado em risco a vida de outras pessoas que por ventura fossem atingidas em outras naus por meio do barco incendiado, com aumento de pena de 6 meses a 2 anos de prisão. Além do comerciante Nilo Junior da Rocha, o “Barrão”, 40 anos, que nega sua participação no fato ilícito, a Polícia Civil indiciou também as pessoas do comerciante Eron Sampaio de Jesus, 41 anos, que também nega sua participação no delito. Já o indiciado Lucivan Nascimento da Silva, o “Van”, 23 anos, confessa com detalhes sua participação no crime. A Polícia Civil relatou que o comerciante “Barrão” promoveu o incêndio no Barco de Luxo em vingança ao empresário Antoni de Navarro Soeiro, diretor-presidente da Indústria Cerâmica Itabatan Ltda., empresa dona do Iate. Conforme a Polícia Judiciária, o comerciante teria se vingado do empresário que havia lhe denunciado para a Secretaria da Fazenda por transporte de cargas irregulares e causado confisco das cargas de lajotas dos seus caminhões e lhe ocasionado multas algumas vezes. No Fórum de Nova Viçosa, o procedimento aguarda manifestação do Ministério Público Estadual. E caso o promotor de justiça também veja indícios de autoria, promoverá a denúncia que deflagará o processo, quando os acusados terão direito a defesa na fase de instrução criminal na justiça. E só após estas fases, se conhecerá a sentença do juiz. (Por Athylla Borborema).

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