sábado , 3 dezembro 2016

Athylla Borborema descreve a participação do seu livro “A Menina do Céu Cor-de-Rosa” na FLIP de Paraty

flipd-1200x545_cTerminou na noite deste domingo, dia 3 de julho, a 14ª Edição da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty 2016. O evento durou 5 dias, como ocorre todos os anos. Os eventos relacionados à FLIP reuniram este ano cerca de 30 mil pessoas em vários espaços culturais de Paraty. Segundo a organização da FLIP, 23 mil pessoas acompanharam os debates somente na tenda dos autores durante os 5 dias.

“Foi um ano extremamente difícil. Conseguir fazer a Flip 2016 que atendesse as expectativas do público foi um feito”, disse Mauro Munhoz, diretor da Casa Azul, associação responsável pela festa literária. Paraty é uma cidade histórica a beira de uma bela baía marítima, na região da Costa Verde no litoral do extremo sul do Estado do Rio de Janeiro, possui 40 mil habitantes e um público flutuante de 80 mil pessoas, e está distante 248 quilômetros da capital carioca.flipd3A FLIP é talvez o seu evento mais importante que reúne artistas, intelectuais, escritores, gente de todos os segmentos culturais e leitores de toda parte do país e do mundo. E durante 5 dias aconteceram vários eventos paralelos em torno da literatura, cultura, artes e atualidade. Cada vez mais as mulheres conquistam o espaço literário na FLIP e por isso foi possível ver tanta mulher interessada no tema. Na FLIP elas sempre foram maioria no público e minoria entre os autores convidados. Mas isso foi mudando aos poucos. Nesta 14ª FLIP, entre os 40 palestrantes, 18 foram mulheres. Um recorde.

A FLIP este ano também foi pensada para comemorar os 400 anos da morte de Willian Shakespeare. Oportunidade que Fernanda Monte Negro, Gustavo Franco, Liana Leão, Joaquim Falcão, José Roberto de Castro Neves, José Ernesto Bologna e Theófilo Silva lançaram o livro “O Mundo é um Palco – Shakespeare 400 anos: um olhar brasileiro”, editado por José Luiz Alquéres e Dênis Rubra, com prefácio de Pedro Bial.flipd2O evento reuniu este ano nomes consagrados da literatura, como a escritora e roteirista Tati Bernardi, autora de “Meu passado me condena”; a escritora britânica Helen Macdonald, que lançou no evento “F de Falcão”; Arthur Japin, autor holandês que lançou “O homem com asas”; Ruy Castro lançou seu novo livro “A noite do meu bem”. O festejado paraibano Paulo Cavalcante, autor do famoso “O Martírio dos Viventes” lançou “Um Andarilho em Busca de Cultura”. E o jornalista Edney Silvestre, apresentador do Globo News Literatura e considerado o maior divulgador da literatura brasileira na atualidade, lançou o seu 8º livro “Welcome To Copacabana”

Ainda esteve no evento o poeta e jornalista Ramon Nunes Mello, autor do livro “há um mar no fundo de cada sonho”. O jornalista Caco Barcellos, criador do Profissão Repórter, da TV Globo, e autor de obras como “Rota 66” e “O Abusado”, lançou o “Profissão Repórter 10 Anos”. O escritor e ensaísta norte-americano Benjamin Moser, autor de “Clarice”, biografia da escritora brasileira Clarice Lispector. O escritor inglês Kenneth Maxwell, especialista no período colonial brasileiro. O principal destaque da FLIP este ano foi a jornalista bielorrussa Svetlana Aleksiévitch, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2015, autora do livro “Vozes de Tchernóbil”.flipd8A autora homenageada deste ano da FLIP foi à poeta carioca Ana Cristina César, expoente do movimento Poesia Marginal. Ana Cristina César foi também uma tradutora brasileira e era considerada uma espécie de musa da poesia marginal, do tempo do mimeógrafo da década de 1970 e até os dias atuais tem o seu nome muitas vezes vinculado ao movimento de Poesia Marginal. Ana Cristina Cruz César nasceu em Niterói (RJ) no dia 2 de junho de 1952 e morreu no dia 29 de outubro de 1983 no Rio de Janeiro. Ela cometeu suicídio aos 31 anos de idade, atirando-se pela janela do apartamento dos pais, no 7º andar de um edifício da rua Toneleros, em Copacabana.

A FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty é considerado o evento de livros mais selecionado e mais importante da literatura pura no Brasil e acontece em diversos cenários culturais da cidade histórica e, em cada esquina de uma rua, avenidas e praças tem manifestações culturais, saraus, teatros, rodas de conversa, lançamento de livros, músicas e poesias sendo declamadas. Além de rodas de leitura que reuniram grandes nomes da música, da composição e da poesia, como Adriana Calcanhoto, Leonardo Fróes, Alice Sant’Anna, Eucanaã Ferraz e Fernanda Monte Negro.flipd9O evento é famoso por trazer autores internacionais para interagir com personalidades do mundo da cultura, para mesas redondas e conferências, colocando o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. A FLIP contou ainda com uma ampla programação cultural, com shows, leituras dramáticas, debates, oficinas, filmes, documentários, entre outros, por toda a cidade, além de uma programação especial para o público infantil (Flipinha) e jovens leitores (FlipZona).

A grande novidade deste ano foi à seleção do livro “A Menina do Céu Cor-de-Rosa” (Editora PerSe-SP) do escritor e jornalista Athylla Borborema, que levou o autor pela primeira vez a Festa Literária Internacional de Paraty. O livro foi escolhido para o evento e teve a sua 3ª Edição lançada na FLIP. Na obra, o autor narra à história da jovem MSC, violentada, prostituída, aventurada e drogada. De leitura fácil, contagiante e contundente, livro que veio para enriquecer ainda mais a bibliografia do jornalismo literário nacional. Trata-se de um clássico jornalístico baseado em um fatoflipd1O jornalista Athylla Borborema, lembra que o livro “A Menina do Céu Cor-de-Rosa” é um clássico jornalístico que reúne ficção e realidade na história de uma adolescente que estuprada pelo pai, é forçada a encarar o mundo da prostituição, apostar na sorte, experimentar fetiches e acaba caindo em um túnel escuro regado a drogas e assume o risco de perder para sempre aquilo que tem de mais valoroso: ela mesma.

“Ela não foi prostituta, ela gostava tanto de sexo, que ganhou dinheiro com isso. A vida foi cruel com ela, mas ela não era uma jovem qualquer. Ela era inteligente e não precisava, em tese, levar esse estilo de vida, se não quisesse. Está na FLIP com esta obra prima me deu uma emoção enorme, talvez uma das maiores emoções da minha vida”, comemorou Athylla Borborema.

E acrescentou: “Emoção maior foi assistir à Literatura reinando absoluta num ambiente contagiante. Quase 30 mil pessoas deslocando-se das suas origens e rotinas para reverenciar a “Dona da Festa” que é a nossa literatura. Filas enormes para conseguir o autógrafo dos autores preferidos. Venda espantosa de livros. Desmentindo publicamente, que o brasileiro não lê”, festejou Athylla Borborema.flipd4“É belo ver os povos quilombolas, indígenas e caiçaras, que fizeram durante estes últimos 5 dias belíssimas manifestações pelas ruas de Paraty e terminou sugerindo um turismo cultural e não predatório. Umedeci os olhos, ouvindo as crianças nas ruas falando alegre e naturalmente de autores brasileiros, em vez de heróis de jogos de computador. A literatura é capaz de abrir um diálogo subjetivo entre leitor e obra. A metáfora literária acolhe a experiência do leitor sem ignorar suas singularidades”.

E concluiu: “Foi muito bom em Paraty, poder reencontrar e encontrar grandes ídolos dos livros e dialogar com eles de igual para igual o futuro da literatura, como Ruy Castro, Edney Silvestre, Paulo Cavalcante, Ressy Marie Penafort, Cacos Barcelos, Leonardo Fróes, Adriana Calcanhoto, Alice Sant’Anna, o casal Fernando Rocha “Macambira” e Marinalva Bezerra “Querindinha”, além de José Ernesto Bologna, Theófilo Silva, José Luiz Alquéres e Dênis Rubra. A literatura é isso. Nos permite reconhecer aos outros, sem excluir a nós mesmos. Nos promove conhecimentos e encontros fascinantes. Ler nos dignifica. Ler é show de bola”, rematou Athylla Borborema.

A menina do céu cor-de-rosameninad1O livro “A menina do céu cor-de-rosa” foi lançando em setembro de 2015 na 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro e já levou o seu autor a vencer em 2016, cinco importantes prêmios: O Troféu  da  Inconfidência Mineira “Melhor Jornalista Literário do Ano”, pela Prefeitura Municipal de Ouro Preto-MG. A Medalha Patativa do Assaré de Literatura, pela Academia Cearense de Letras, e Academia de Letras de Fortaleza. A Medalha Rachel de Queiroz de Literatura, pela Prefeitura Municipal de Fortaleza e Academia de Letras e Artes de Fortaleza.

E ainda o Troféu Antônio Gonçalves Dias de Literatura, concedido pelo Ministério da Cultura do Brasil, da Federação Brasileira dos Acadêmicos das Ciências, Letras e Artes do Rio de Janeiro e do Memorial Gonçalves Dias de São Luís do Maranhão. E a Medalha Euclides da Cunha, comemorativa aos 150 de nascimento do escritor, concedida pelo IHGN – Instituto Histórico e Geográfico de Niterói-RJ.

No próximo dia 17 de julho, Athylla Borborema recebe ainda pelo conjunto da sua obra, no Rio de Janeiro, a Medalha Dom Pedro II, comemorativa aos 190 anos de nascimento do imperador. Em agosto recebe a Medalha Fernando Pessoa de Literatura, em Curitiba, e em outubro o Troféu Machado de Assis de Literatura, em Itabira-MG. E ainda está concorrendo para novembro, no Rio de Janeiro, o Troféu Clarice Lispector de Literatura. (Da redação TN).

Além disso, verifique

imagem_noticia_5

Zezé di Camargo volta a fazer polêmica em rede social e acusa Wanessa de ‘ingrata’; entenda

O cantor Zezé di Camargo não se cansa de expor sua família nas redes sociais. …

Comentários no Facebook