quarta-feira , 18 janeiro 2017

Athylla Borborema é empossado na Academia de Letras de Fortaleza e recebe outras três honrarias literárias

ced7-1200x545_cEmoção e glamour compuseram a harmonia do conjunto da celebração na festa das letras e das artes na cerimônia magna de posse dos novos imortais da ALAF – Academia de Letras e Artes de Fortaleza, que aconteceu na noite deste sábado (05/03), no auditório do Clube Náutico, na Praia de Meirelles, em Fortaleza, capital do Ceará.ced6O jornalista e escritor Athylla Borborema, eleito em outubro de 2015, título a ele conferido recentemente por decisão/votação unânime da ALAF, foi o membro residente mais distante a tomar posse. Ele passou ocupar a cadeira correspondente de nº 23 da Academia de Letras e Artes de Fortaleza. Oportunidade que Athylla Borborema foi homenageado com a Medalha de Honra ao Mérito Cultural Patativa do Assaré, também com a Medalha Rachel de Queiroz e, ainda com o título da Comenda Marechal Floriano Peixoto.ced5A cerimônia magna de posse contou com a participação de diversas autoridades cearenses, várias presidentes de Academias de Letras e de Artes de cidades nordestinas, poetas, escritores, editores, políticos e membros efetivos da centenária Academia Cearense de Letras, além da apresentação musical dos artistas baiano, o cantor soteropolitano Ruy Rosa e o cantor e escritor feirense João Bosco que deram um maior glamour ao evento de posse de Athylla Borborema e de outros acadêmicos.ced4O momento de sua posse e diplomação foi ainda coroado por belíssimo testemunho da escritora Ângela Feingold, presidente da Academia de Letras de Fortaleza, que elogiou a qualidade do trabalho literário de Athylla Borborema e disse que o Ceará se sente honrado com sua participação em uma das cadeiras da mais valorosa instituição intelectual que chancela o compromisso com a literatura no nordeste do Brasil e que é a mais alta e representativa entidade literária do Estado.ced3A escritora e jornalista Izabelle Valadares, presidente da Associação Internacional de Escritores e Artistas, presente do evento, também enalteceu a postura ética e os tributos literários de Athylla Borborema e da sua grande contribuição ao país por meios dos seus livros e da sua participação e envolvimento com a causa educacional e cultural do Brasil, quem vem promovendo justiça ao alcance de suas obras.ced2Em seu discurso Athylla Borborema evocando a memória do poeta Mário de Andrade sublimou a sua alegria e o seu compromisso com as letras. “Confrades e confreiras, convidados e autoridades presentes, vocês nem podem imaginar a alegria, o prazer e a honra de estar aqui na terra de José de Alencar, de Rachel de Queiroz e do eterno mestre Patativa do Assaré. E me dirijo a todos em nome da nossa festejada presidente Ângela Feingold que sempre me cumulou de gentilezas e me reservou parte importante de seu coração em doses maciças de afeto e carinho. E devoto praticante da veneração à mulher e à palavra, especialmente no mês que se comemora o seu dia internacional, externo aqui na ALAF a minha gratidão pelos os cearenses que me proporcionaram esta oportunidade singular e reafirmo o meu compromisso com a “cultura da língua nacional” e com o apego literário de aprazível valor em favor da arte”, disse Borborema em parte do seu discurso de posse.

                                                                                                       Homenagensced1Athylla Borborema ainda foi homenageado com a Medalha de Honra ao Mérito Cultural Patativa do Assaré, eternizado patrono da Academia de Letras e Artes de Fortaleza. Recebeu da Prefeitura Municipal de Fortaleza a Medalha Rachel de Queiroz de Literatura. E do Ministério da Cultura do Brasil e da Associação Internacional de Escritores e Artistas, recebeu o título titular de comendador com a Comenda Mariano Peixoto de Literatura. Homenagens constituídas aos conjuntos de suas obras que são voltadas para a defesa da língua portuguesa e o cultivo da arte literária, zelando e incentivando todas as derivações da cultura nacional.

Quem foi Patativa do Assaré

Antônio Gonçalves da Silva, que ficou popularmente conhecido como Patativa do Assaré, foi uma das principais figuras da música nordestina do século XX. Assaré nasceu em 5 de março de 1909 e morreu aos 93 anos em 8 de julho de 2002, no município de Assaré, na região oeste da Chapada do Araripe, na mesorregião do extremo sul do Estado do Ceará. Ele foi um poeta popular, compositor e cantor improvisador brasileiro de maior importância para cultura nordestina. Patativa do Assaré escreveu 12 livros, recebeu dezenas de homenagens pelo Brasil a fora, inclusive 5 títulos de Doutor Honoris Causa outorgados por Universidades Federais do Nordeste do Brasil.

Quem foi Rachel de Queiroz

Rachel de Queiroz foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Nasceu em 17 de novembro de 1910 em Fortaleza e morreu aos 93 anos no dia 4 de novembro de 2003, no Rio de Janeiro. Em 1993, foi a primeira mulher laureada com o Prêmio Camões, em Portugal. Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 15 de agosto de 1994, na ocasião do centenário da instituição. Raquel de Queiroz escreveu 66 livros, a maioria de ficção e outros 10 livros biográficos. Ganhou um Prêmio Jabuti e quatro títulos Doutora Honoris Causa.ced

Quem foi o Marechal Floriano

Floriano Vieira Peixoto ingressou na política como presidente da província de Mato Grosso, passando alguns anos como ajudante-geral do exército, foi o primeiro vice-presidente e o segundo presidente do Brasil, presidindo o país de 23 de novembro de 1891 a 15 de novembro de 1894, no período da República das Espadas. Nasceu em Ipioca, distrito do município de Maceió, Alagoas, em 30 de abril de 1839 e morreu em Barra Mansa (RJ) em 29 de junho de 1895.  Nasceu numa família pobre de recursos, mas ilustre e ativa na política: seu avô materno, Inácio Accioli de Vasconcellos, foi revolucionário em 1817. Foi criado pelo padrinho e tio, coronel José Vieira de Araújo. Floriano Peixoto saiu de Maceió aos 16 anos e foi para o Rio de Janeiro. Assentado praça em 1857, ingressou na Escola Militar em 1861. Em 1863 recebeu a patente de primeiro-tenente, seguindo sua carreira militar. Floriano era formado em Ciências Físicas e Matemáticas. Floriano ocupava posições inferiores no exército até a Guerra do Paraguai, quando chegou ao posto de tenente-coronel. Sua história já foi retratada como personagem no cinema e na televisão. (Da redação TN)

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