quarta-feira , 29 março 2017

Transexual capixaba quer processar responsáveis por compartilhamento de fotos durante o carnaval

tranxexualApós ver fotos e documentos sendo compartilhados em aplicativos de mensagens para celular e redes sociais, a transexual capixaba Juliana Pozze Soares, 23 anos, sentiu sua vida ser invadida por desconhecidos. A foto em questão mostrava a jovem beijando um rapaz no carnaval. Ao lado, havia a imagem da Carteira de Habilitação Nacional (CNH) de Juliana, mas com o nome de batismo, Ricardo.

O que mais impressionou a jovem é que o documento da foto estava digitalizado, portanto, ela desconfia que alguém conseguiu os dados através de um sistema oficial. Após registrar um Boletim de Ocorrência, Juliana afirma que não vai desistir até encontrar o verdadeiro culpado.

“Recebi a imagem de amigos que me mandaram via grupo no WhatsApp e perguntaram se eu tinha conhecimento da foto. A princípio, achei que fosse acabar por ali, mas foi ganhando uma proporção absurda a nível nacional e até internacional. Quando compartilharam minha CNH comecei a me preocupar. Fiz um boletim de ocorrência. Eles tiraram foto da minha CNH digitalizada, de algum sistema, né? Eu quero investigar e vou até o final para processar”, conta.

Bacharel em Direito, Juliana explica que ficou sem ação quando viu a foto compartilhada nas redes sociais. A jovem, que sempre recebeu apoio dos familiares e amigos, afirma que foi a primeira vez em que se deparou com algo deste nível.

“Fiquei sem ter o que pensar na hora. Pensei em como a cabeça ainda é medíocre e com falta de amor ao próximo. Meus amigos ficaram revoltados, me apoiaram e tentaram impedir isso de alguma forma. Minha mãe recebeu a foto e achou ridícula a situação, uma falta de respeito tremenda”.

Para a transexual, o objetivo de quem compartilhou era de deixá-la abalada com a situação. No entanto, Juliana se diz mais forte e conta que a situação teve o efeito contrário, já que a jovem está com as redes sociais lotadas.transx“A imagem continua rodando, mas diminuiu. As pessoas viram que eu não estou abalada. A ideia era ‘vamos repassar para ver se ela fica abalada e some das redes sociais’. Pelo contrário, não apaguei rede social e estou cada vez mais forte. No começou foi chato, mas agora está tranquilo. Meu Facebook e Instagram estão lotados e tem muita gente me apoiando e comprando a causa”, conta.

Juliana, que mora no Rio de Janeiro desde novembro, diz que nunca passou por uma situação tão grave quanto essa. A jovem explica que sempre contou com o apoio da família, amigos e colegas de trabalho.

“A transformação final foi em 2014, quando estive completamente pronta. Mas é um processo longo. No começo é difícil e a família fica preocupada por conta da vida na rua, violência e tal. No geral, meus pais sempre me apoiaram e tenho uma base familiar ótima. Na faculdade não teve preconceito, muito pelo contrario, meus amigos são maravilhosos, sempre ao meu lado, professores também e quando exercia a profissão, sempre fui bem tratada no fórum, tribunal, etc”.

Juliana Soares registrou um boletim de ocorrência e aguarda investigação para descobrir quem deu início ao compartilhamento das imagens.

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