terça-feira , 23 maio 2017

Em coma há 15 anos: Clarinha pode ser Amélia Regina, de Minas Gerais

clarinha_pedro_permuy2_min_fffabc-162495Assim que a repercussão do caso de Clarinha, há 15 anos internada no Hospital da Polícia Militar (HPM), em Vitória, tomou proporção nacional, o responsável pelos seus cuidados na unidade de saúde recebeu inúmeros e-mails e ligações, até mesmo de famílias de outros países, que se identificaram como parentes da moça. Entre uma história e outra, o relato de uma família de Ipanema, em Minas Gerais, chama atenção pela semelhança.

Após peritos realizarem a coleta das digitais da moça nesta tarde de quarta-feira (20), a tenente Norma, enfermeira da unidade, conta que uma família de Ipanema, Minas Gerais, estava na portaria do HPM aguardando visita à enfermaria em que Clarinha está internada. Quando

chegaram ao quarto, chamaram a mulher de Amélia Regina, e ela abriu os olhos. Um sinal de estímulo que deu esperança à família mineira. Eles, que estão hospedados em Guarapari, devem fazer o teste de DNA.
Os mineiros, que acreditam que Clarinha é a integrante da família, contam que a mulher desapareceu em novembro de 1999, deixando dois filhos para trás – um de três anos e outro com poucos meses –, e, na época, saiu para vender roupas, e nunca mais voltou. Coincidência ou não, os que procuraram Clarinha de Ipanema são primos de família de São Paulo, que desde o fim de semana fazem contato com o hospital alegando que possuem uma prima cuja história bate com as informações da mulher.
Ela nunca foi identificada, pois, quando chegou à unidade hospitalar inconsciente, não possuía documentação e nem acompanhantes. A orientação, de acordo com o médico e tenente coronel, Jorge Potratz, e a equipe do HPM, é de que quem acredita ser parente de Clarinha, deve fazer contato com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que cumpre a função de listar as possíveis famílias da mulher.
Nesta tarde (20), uma equipe da Polícia Federal (PF) esteve no local para colher amostras da digital de Clarinha, processo que também foi realizado pela Polícia Civil (PC) horas antes. Na oportunidade, a pariloscopista Carolini Caprini (PF) utilizou técnica de atintamento (que usa tinta para ilustrar a digital) e microadesão (quando é usado pó com fita adesiva para colher a marca pessoal).
Esta foi a primeira vez que a PF foi executar a coleta do material, no entanto, pode ser que não dê conclusões que levem a digital ao banco de dados do órgão, chamado de Cade, uma vez que, de acordo com Caprini, a pele da paciente está demasiada fina e a clareza da marca pessoal fica comprometida nessa situação.
Potratz conta que em 2006 já foi realizada coleta sem êxito da digital de Clarinha. Ele frisa que em todos estes anos de internação, poucas famílias a procuraram, e, desde que a história da moça é divulgada para todo o país, já recebeu telefonemas até do Uruguai. “Família de outros país já me ligou, pessoas de outros estados, e capixabas, apenas uma família de Serra se identificou com a história da Clarinha”, completa.

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