sábado , 25 março 2017

Sindicato dos servidores de São Mateus entra com mandado de segurança para retorno do tíquete alimentação

Jaciara Teixeira Presidente do sindicato dos servidores públicos de São Mateus
Jaciara Teixeira Presidente do sindicato dos servidores de São Mateus

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Mateus (Sindserv-SM), no norte do Estado, ingressou com mandado de segurança contra a prefeitura para a reintegração do tíquete alimentação aos servidores. O beneficio foi suspenso via decreto do prefeito Amadeu Boroto (PSB) e gerou reações dos servidores, que deflagraram greve nesta semana diante da impossibilidade de retorno do benefício.

A entidade fez um mandado de segurança com pedido de liminar em nome de alguns servidores, com pedido de extensão para os demais trabalhadores. A liminar foi concedida, mas a juíza que proferiu a sentença não estendeu para todos alegando que seria necessária procuração de cada interessado.

Por isso, o sindicato orienta que os servidores se encaminhem à sede da entidade para ingressar na ação substitutiva nesta quinta-feira (3), sexta-feira (4) e na próxima segunda-feira (7) para a elaboração das procurações. É necessário levar os originais do documento de identidade, CPF, comprovante de residência e o último contracheque.

Na próxima segunda-feira haverá uma nova assembleia para a avaliação da greve, te teve início na última segunda-feira (30).

No primeiro dia de paralisações, os servidores realizaram uma assembleia para definir as ações da semana. Durante o encontro, os professores discutiram sobre o e-mail enviado pela Secretaria Municipal de Educação solicitando que os diretores informassem as horas trabalhadas pelos professores durante a “operação tartaruga”. Os servidores entenderam a atitude como tentativa de coação e deliberaram que, caso haja corte das horas, não haverá reposição.

Caso não haja respostas da prefeitura até sexta-feira, os professores também vão ingressar na manifestação dos demais servidores. Durante a “operação tartaruga” os alunos são liberados mais cedo das aulas.

Nos demais serviços, os trabalhadores mantêm 30% dos essenciais, paralisando os demais setores. A principal reclamação é que o tíquete foi suspenso sem que haja uma data para o retorno.

Além disso, essa foi a única medida de economia tomada pela prefeitura para reduzir gastos – justamente sacrificando os servidores. Não houve redução nos valores dos salários cargos mais altos e somente alguns comissionados foram dispensados, o que não gerou impacto de economia.

Os trabalhadores não abrem mão do tíquete e negociam a redução do valor, desde que haja o retorno do pagamento integral em abril ou maio de 2016 e sejam pagos os retroativos, o que também foi negado pela prefeitura.

O tíquete alimentação dos servidores de São Mateus foi implementado depois de muita luta por parte dos trabalhadores. O benefício só começou a ser pago depois de os servidores realizarem 21 dias seguidos de manifestações.

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