terça-feira , 30 maio 2017

Controvérsias marcam tentativa de reconstituição simulada do assassinato de Vitor Aguiar

aguiard-1200x545_cDesde o último final de semana que o Teixeira News recebeu a informação extra-oficial sobre a prisão do acusado de ter atirado e matado o empresário Vitor Aguiar Antônio, de 30 anos, que era dono da Concessionária Hyundai de Teixeira de Freitas, crime ocorrido na madrugada do dia 19 de dezembro, na casa da vítima, localizada à rua Tapajós, no bairro Universitário, na região sul da cidade. O tiro que matou Vitor foi disparado contra um dos portões de acesso ao imóvel e como a estrutura era frágil, o projétil acabou transfixando e acertou a lateral do tórax da vítima, um pouco abaixo da axila. Vitor ainda foi socorrido com vida, mas morreu horas depois no Hospital Sobrasa de Teixeira de Freitas.

Desde que a prisão foi realizada, surgiram alguns questionamentos, sobretudo pelo fato do suposto assassino, como sempre acontece, não ter sido apresentado à imprensa. Até mesmo a reconstituição simulada ocorrida por volta das 18h desta segunda-feira, dia 28, foi cercada de mistérios.

Mas o mais polêmico porém, aconteceu no meio da reconstituição, quando o acusado Renilton Prachedes Rodrigues, de 20 anos, que mora vizinho à residência da vítima, foi perguntado pelo perito Paulo Libório, coordenador regional do Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas (DPT), sobre como havia efetuado o disparo contra o portão e ele, afirmara que não havia dado tiro algum. Nesse instante Libório se retirou do local e falou que não tinha como constituir provas contra uma pessoa, que se dizia inocente. Apesar do delegado Marcus Vinícius, coordenador regional da Polícia Civil, ter alertado que ninguém é obrigado a constituir prova contra a si mesmo.

Para a reconstituição simulada foi montado um grande aparato policial, incluindo o próprio Marcus Vinícius, coordenador da 8ª Coorpin, o delegado Titular Kleber Gonçalves, os peritos Paulo Libótio e Pablo Bonjardim, a delegada Adressa Carvalho, da Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM ), delegado Marco Antônio Neves, titular da DTE, investigadores e o promotor Gilberto Campos, que disse ter sido convidado pela Polícia Civil.

Foi visível o mal-estar após a retirada do perito Paulo Libório e como a perícia é considerada essencial para a conclusão de qualquer inquérito policial quando envolve crime violento, não teve outra saída a não ser retornar com o preso à carceragem da 8ª Coorpin. Não foi informado se uma nova tentativa de reconstituição ainda será realizada na casa onde aconteceu o crime. Na saída o acusado foi questionado de longe por alguns profissionais de imprensa sobre sua autoria no disparo, mas ele preferiu o silêncio.vitorcorreiod-1200x545_cCom as controvérsias e a frustração na tentativa de reconstituição do assassinato, é aguardado a partir de agora um pronunciamento público do delegado Marcus Vinícius sobre suas convicções na autoria do crime e os motivos do acusado não ter sido apresentado aos órgãos de imprensa, como ele próprio sempre faz. Na rua onde reside o acusado todos foram unânimes em dizer que ele seria uma pessoa de bem. O disparo teria sido dado pelo fato do vizinho não aceitar o barulho que estaria sendo gerado pela confraternização na casa de Vitor Aguiar. (Por Ronildo Brito /Imagem: Reprodução LN)

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